Rubem Machado
1° Presidente do Sindicato |
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Aqui,
no Sul do Estado do Rio de Janeiro, a categoria da
construção civil é bastante numerosa.
Maior, com toda a certeza, de que em muitas outras
cidades e regiões. Os problemas enfrentados
também são grandes, sendo o principal
deles a exploração por parte dos patrões
que apostando no atraso fortalecem a relação
perversa entre o capital e o trabalho.
Para fazer frente a essa realidade, movido por um
sentimento de organização e de condições
mais digna de trabalho que os companheiros, em 1946,
fundaram o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias
da Construção Civil do Sul Fluminense,
com o surgimento de grandes lideranças, entre
elas Rubem Machado e Lainor, co-autores de uma história
de luta escrita por uma categoria.
Com uma trajetória pautada na defesa dos interesses
dos trabalhadores, Rubem Machado se transformou numa
forte liderança de sua época. Funcionário
da fábrica Cimento Tupi, foi o primeiro presidente
do nosso Sindicato, assumindo o cargo em 1959. Como
grande aglutinador que era, tinha o poder de realizar
gigantescas assembléias sem a utilização
de nenhum suporte técnico. Em 1961 foi brutalmente
assassinado na Avenida Amaral Peixoto.
Já o companheiro Lainor assumiu a presidência
da nossa entidade na pior época de nossa história,
a famigerada ditadura militar. Firme e combativo,
resistiu à pressão do regime para que
o Sindicato não fosse omisso. Seu princípio
operário sempre prevaleceu, por esse motivo
foi cassado, preso e torturado pelo exército.
Fica aqui a nossa homenagem a esses guardiões
da resistência operária na luta contra
a exploração e por uma sociedade mais
justa e igualitária. |
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Após o
golpe de 1964, o Sindicato registra, em 1979, a manifestação
da categoria na defesa dos seus direitos através da
greve dos trabalhadores da Odebrecht, movimento que também
recebeu o apoio da comunidade. Em 1985, nova greve movimenta
a categoria, com a duração de 11 dias. A partir
daí a entidade retoma as suas origens e passa a ser
comandada por uma diretoria que defende um sindicalismo de
luta, coragem, atuação e de resultados. E, em
1987, os trabalhadores e trabalhadoras através de eleições
aprovam a filiação do Sindicato a Chapa da Central
Única dos Trabalhadores (CUT). Com essa filiação,
as lutas passam a ser intensificadas.
Em 1988, o companheiro
Dejair Martins, presidente do Sindicato, assume a presidência
da CUT Regional do Sul Fluminense, promovendo um processo
rico de organização e participando ativamente
da greve de novembro de 88 que, em função da
invasão da CSN pelo exército com o intuito de
intimidar a organização dos trabalhadores, resultou
na morte de três operários: William, Walmir e
Barroso. No entanto, esse desfecho trágico, só
serviu para reascender o espírito de organização
dos trabalhadores, da comunidade de Volta Redonda e do próprio
país.
Após 17 dias de greve, esse movimento, considerado
um marco em nossa história, forçou a retirada
do exército de dentro da Usina. Somente após
essa retirada, a greve terminou com a vitória dos operários
que tiveram a suas reivindicações atendidas:
implantação do turno de seis horas, pagamento
do plano Bresser e ainda a conquista da organização
da classe trabalhadora. Vale ressaltar ainda que a greve de
88 influenciou no resultado eleitoral em várias cidades
brasileiras e culminou também com a organização
da greve geral de março de 1989, vitoriosa em Volta
Redonda e em todo o Brasil e que derrotou o Plano Verão.
Nova greve, agora com a duração de 47 dias,
é deflagrada pela categoria em 1990. São 47
dias de muita luta e de um posicionamento firme da diretoria
do Sindicato para a época. Mesmo tendo instaurado o
dissídio coletivo, o Sindicato e os trabalhadores mantiveram
a greve por todo este tempo. Hoje avaliamos que essa decisão
foi acertada, pois possibilitou o pagamento dos atrasados
aos funcionários da Tenenge e da Consid.
Sempre na busca por melhores salários e condições
de trabalho, a categoria fez outra greve em 1991, voltando
a cruzar os braços em 1995. Neste mesmo ano, por decisão
da maioria dos trabalhadores, acontece a fusão do Sindicato
dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção
Civil de Itatiaia e Resende com o Sindicato dos Trabalhadores
de Volta Redonda, Barra Mansa, Quatis e Porto Real. Iniciativa
que fortaleceu ainda mais a entidade e a categoria. Em 1998,
o Sindicato também fez o primeiro acordo desvinculando
as categorias da Construção Pesada e da Montagem
da Convenção Coletiva da Construção
Civil. Desde então, essas categorias passaram a ter
seus acordos coletivos negociados em separado.
Com o decorrer do tempo e graças ao poder de mobilização
dos trabalhadores, os patrões começaram a nos
enxergar com outros olhos e a respeitar os direitos das nossas
categorias. A partir de 1996, com um olhar visionário
a diretoria do Sindicato troca o confronto pelo diálogo
e pela negociação, mantendo a sua essência
de luta e mudando apenas as estratégias de encaminhamentos
de suas lutas.
Sempre através de um posicionamento firme e em defesa
dos interesses dos trabalhadores, a diretoria do Sindicato,
até os dias atuais, conquistou vitórias significativas
para as suas categorias, inclusive com reajustes acima da
inflação e ampliação dos convênios
e serviços oferecidos tanto para os nossos associados
e seus dependentes. A mais recente foi o Acordo Coletivo para
o setor de Mármores e Granitos, fechado entre o nosso
Sindicato e o SIMAGRAN (Sindicato Patronal do Mármore
do Estado do Rio Janeiro).Uma antiga reivindicação
do setor que finalmente se concretiza através da organização
da categoria. Atuações, sem dúvidas,
que preservam os ideais dos que sempre lutaram por melhores
condições de vida para os seus trabalhadores.
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| Fotos históricas |
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| Enterro
de Rubem Machado
grande liderança da Construção Civil
da década de 50 |
Greve 1985
comandada por
JUAREZ ANTUNES onde surgiu
a liderança de DEJAIR MARTINS
que há 2 anos depois chegou
a Presidência do Sindicato. |
Manifestação dos trabalhadores
da Construção Civil
por mais investimentos no setor.
Av. Rio Branco - RJ em 1993 |
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